A Temperatura dos Oceanos está Aumentando

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), o aquecimento global causado pelas ações humanas alcançou aproximadamente 1ºC (entre 0,8 e 1,2ºC) desde a era pré-industrial. Esse aumento é uma combinação da temperatura do ar com a do oceano.

A composição química do oceano o torna capaz de absorver grandes quantidades de calor por meio do carbono. Estima-se que os seres humanos já lançaram mais de 400 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera, desde a revolução industrial. Sendo mais de 26% do gás carbônico proveniente de combustíveis fósseis, desmatamento, produção de cimento e outros, retido pelo oceano.

Maiores quantidades de carbono no oceano afetam o pH. Isso causa a acidificação das águas, fato que influencia diretamente a vida marinha e seus ecossistemas. Especialmente os organismos com estruturas carbonáticas. Os mais afetados são os corais, que sofrem corrosão mais rápida do que a sua construção e dificuldades de reprodução. A soma desses efeitos pode levar à extinção de algumas espécies e, consequentemente, dificultar a vida de outras que dependem dos corais para sobreviver.

 

Mais quente que bomba

A revista chinesa Advances in Atmospheric Sciences publicou um estudo em que consta que a temperatura média dos oceanos em 2019 ficou cerca de 0,075ºC acima da média verificada entre 1981 e 2010. Os cientistas chegaram à conclusão de que, nos últimos 25 anos, os oceanos absorveram o equivalente ao calor gerado por 3,6 bilhões de explosões como a da bomba de Hiroshima.

Isso se torna mais uma prova factual do aquecimento global.

O aquecimento das águas oceânicas pode causar ondas de calor marinhas e, consequentemente, levar a muitas perdas de vidas marinhas. E também à formação de furacões, segundo os pesquisadores.

A reversão do problema

Atualmente são necessários esforços para entender melhor os efeitos do aquecimento global nos oceanos e, principalmente, como reduzir seus efeitos. Tem-se que é possível essa reversão. Porém a velocidade com que os oceanos demonstrarão resultado é muito inferior que a terrestre. É urgente repensar as formas de consumo, cobrar políticas públicas e transparência das grandes empresas.

A acidificação dos oceanos está citada no item 14.3 dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

“Minimizar e enfrentar os impactos da acidificação dos oceanos, inclusive por meio do reforço da cooperação científica em todos os níveis”.

É necessário, então, procurar o balanço ideal para a maior quantidade possível de espécies, a fim de que a Terra e o oceano consigam se recuperar das grandes emissões humanas.

 

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