Você sabe o que é Bioeconomia?

“Nós temos responsabilidade da nossa contribuição como povo para a sobrevivência do mundo como um todo” – Uraan Anderson Suruí, Vice-líder dos Paiter Suruí. Os Suruí de Rondônia se autodenominam Paiter, que significa “gente de verdade” na língua tupi-mondé. Atualmente ocupam uma área de 247 mil hectares na Terra Indígena Sete de Setembro. A comunidade liderada pelo Cacique Almir Suruí precisou se reinventar para garantir e assegurar sua existência ao longo dos anos e hoje é referência em inovação. Em 2007, os Paiter Suruí também implementaram um Projeto de Crédito de Carbono Florestal para preservar a floresta e desenvolver um Plano de Vida para os próximos 50 anos. O Projeto financia atividades de proteção e fiscalização através de pagamentos por serviços ambientais, como a comercialização de créditos de carbono e atividades de bioeconomia, extrativismo e economia circular. Mas o que é bioeconomia? A bioeconomia é uma alternativa que apresenta soluções sustentáveis para uma relação mais harmônica entre o desenvolvimento econômico e o planeta. Dentro dessa estratégia, as comunidades utilizam conhecimentos em biotecnologia, biologia sintética, química de renováveis e até conhecimentos ancestrais de outras áreas para criar produtos e serviços de menor impacto para a natureza. Essa ciência estuda os sistemas biológicos e recursos naturais aliados à utilização de tecnologias com propósitos positivos para desenvolver produtos e serviços mais sustentáveis. Hoje, a bioconomia já está presente na produção de vacinas, enzimas industriais, novas variedades vegetais, biocombustíveis, cosméticos entre outros. Saiba mais sobre o povo Paiter Suruí Visite o mundo de impacto “Visita CIVI-CO” é uma série produzida a partir de visitações às organizações e iniciativas de impacto cívico socioambiental pelo Brasil invisibilizado. Após a primeira temporada gravada em Paraisópolis (SP), a segunda traz as narrativas da comunidade do Povo Paiter Suruí e a relação deles com a natureza e a bioeconomia. A nova temporada do “Visita CIVI-CO” desembarcou no território Indígena Sete de Setembro, em Cacoal (RO). Nessa jornada pela Amazônia, conhecemos e aprendemos com o impacto gerado por essa comunidade que possui uma extensa articulação na bioeconomia. O objetivo é desmistificar a proposta de negócio de impacto como um modelo elitista, provando que os ecossistemas indígenas também desenvolvem soluções e inovações transformadoras. Em três episódios publicados semanalmente no YouTube, vamos ampliar essa conversa e conhecer mais essas iniciativas. Assista ao Visita CIVI-CO: Paiter Suruí! E De Onde Vem? Quando o coco é colhido? Quando o cupuaçu estará no pé? Quando o algodão orgânico floresce? Quando o gergelim está no ponto para ser colhido? Você já imaginou que de uma semente é possível fazer uma manteiga super hidratante? Esses processos são conhecimentos ancestrais que resguardam a floresta em pé e garantem emprego e renda para diversas comunidades em todo país. Por isso é necessário dar mais visibilidade a iniciativas que mantém a conscientização sobre a produção sustentável e de impacto do que consumimos. E dando protagonismo às narrativas por trás de produtos acessíveis, a Positiv.a criou a websérie “De Onde Vem?”, para mostrar os sorrisos de quem está no campo e são os responsáveis pela primeira cadeia de produção, que cuida todos os dias da terra, da água e do ar. Essa é uma forma de ir contra o desperdício e a favor do movimento circular. “Seu consumo é um manifesto, um voto de como você quer que seja o mundo. Garantimos que com a gente será sempre positivo!” Marcela Zambardino, Co-fundadora e CIO da Positiv.a. Clique aqui para saber “De onde vem” e ampliar seu conhecimento! *Texto escrito com muito carinho pelo time de comunicação CIVI-CO
Uma alternativa barata e ecológica para você lavar suas roupas!

Como funciona a limpeza dos tecidos Lavar roupas é uma ação científica, isso porque o movimento das mãos ou da máquina e o desempenho dos produtos utilizados são processos químicos e físicos. A mecânica é responsável por uma parte fundamental da remoção da sujeira. Não basta colocar sabão e deixar a roupa no balde. Esfregar ou bater a roupa na máquina é necessário para que as partículas de sujeira se soltem das fibras do tecido. Os movimentos de “batida” realizados pela máquina de lavar não são em vão. Eles são responsáveis por abrir os poros das roupas para que a água com sabão penetre e limpe, de fato, os tecidos. No caso, o sabão é responsável por agir diretamente na remoção da sujeira, e a água, responsável por arrastar a sujeira. Muitas pessoas acreditam que, quanto mais produto usar, mais limpas ficarão as roupas. Porém, o uso errado e em excesso dos produtos pode enfraquecer os tecidos e causar danos irreparáveis nas peças. Isso, é claro, tende a se agravar quando faz-se uso de produtos convencionais, cheios de químicos agressivos. O Sabão Líquido penetra nos tecidos com mais facilidade e, por diluir mais agilmente na água, evita que fiquem resíduos de sabão ao longo dos enxágues. É preciso colocar a quantidade certa para uma boa e eficiente lavagem! Por isso, siga sempre as orientações dos rótulos. Sabão, Tensoativo, Detergente: o que são e qual a diferença entre eles? Detergentes e sabões são constituídos por longas cadeias carbônicas com uma parte apolar e outra polar. A parte apolar é hidrofóbica, isto é, repele água, e lipofílica, ou seja, interage com as moléculas da gordura, que também são apolares. Assim, a parte apolar do sabão interage com a sujeira. Enquanto isso, as extremidades polares do sabão, que são hidrofílicas, absorvem a água. Sendo assim, a sujeira é arrastada com a água. Enquanto o sabão é composto por óleos ou gorduras vegetais, o detergente é feito a partir de derivados petroquímicos. O detergente tende a espumar mais que o sabão também. Os tensoativos diminuem a tensão superficial da água, contribuindo para a melhor penetração nos tecidos e, consequentemente, na realização da limpeza. Eles estão presentes nos sabões e detergentes. O Sabão Líquido ideal para você que quer começar na limpeza consciente! Os mais novos Lava Roupas da positiv.a garantem limpeza e cuidado com os tecidos, como sempre, mas com mais apelo sensorial! Com base de coco e novos perfumes, garantem um cheirinho mais acentuado e duradouro que os demais Lava roupas da marca. Se você gosta muito de perfume nas roupas, aqui estão as melhores opções! Feitos com óleo de coco 100% natural; Fórmula biodegradável e 94% de origem natural. Os outros 6% também são ingredientes de fonte natural, porém foram sintetizados em laboratório – o processo de síntese química obtém compostos químicos mais complexos a partir de substâncias simples 😉 Seguros para todos os tipos de tecidos¹ (indicado para lavagem da maioria dos tecidos porém recomenda-se a leitura das etiquetas nas roupas. Lave sempre as roupas claras separadamente das escuras); Hipoalergênicos: segura para toda a família (testes feitos em pessoas de 19 a 63 anos); não resseca as mãos como os detergentes comuns; Com espuma do bem, proveniente do óleo de coco; Glicerina vegetal (proveniente da saponificação); Cheirinho de natureza com intensidade na medida certa: perfumes testados e aprovados por nossas consumidoras! Fragrância duradoura mesmo depois da secagem dos tecidos. Desenvolvidas com exclusividade para a positiv.a por uma das maiores casas perfumistas do mundo. São fragrâncias que não se bioacumulam e não geram resíduos nocivos ao meio ambiente Tecnologia aliada à natureza: fragrâncias livres de petroquímicos e biodegradáveis; Ideal para todos os tipos de roupas Com óleos essenciais naturais. LIVRE DE: Petroquímicos; LAS (linear alquilbenzeno sulfonato de sódio, origem petroquímica); Corantes; Branqueador óptico; Ingredientes que se bioacumulam e comprometem a vida marinha É assim que estamos acostumados a trabalhar! Com produtos que garantem a sua segurança e o cuidado com a natureza! E a embalgem? Aqui na positiv.a, a gente sempre vai priorizar o impacto positivo. Queremos que cada vez mais pessoas tenham acesso a produtos eficientes, ecológicos e com uma experiência de uso incrível. Consultamos 4 referências em reciclagem para entender qual a melhor solução em embalagem para nosso novo Lava Roupas Líquido – e chegamos ao nosso frasco. Ele é 100% feito de resina reciclada (e reciclável!), de cor clara (o mais próximo possível da cor branca), sem serigrafia, e por isso tem grande valor na cadeia de reciclagem para este tipo de embalagem. Isso quer dizer que, além de estarmos reaproveitando plástico que já existe no planeta, a chance do nosso frasco ser realmente reciclado é maior do que outras embalagens. O rótulo, onde a impressão é realizada, é feito de material diferente do frasco – e isso também contribui com a reciclagem, pois no processo usado pelas recicladoras é possível separar de forma mais eficiente estes materiais, garantindo que não haja “tingimento” da resina do frasco com a tinta do rótulo. Comparando nosso frasco do Lava Roupas Laranja 1L com o frasco do Sabão Líquido de Coco (Capim-limão ou Lavanda), tivemos redução de 47% no plástico utilizado, e ainda facilitamos o processo de reciclagem! Na positiv.a, a gente pensa o produto do começo ao fim – isso é economia circular na prática! Decifrando o rótulo do NOVO Lava Roupas Líquido da Positiv.a Composição: Óleo de coco: Faz parte do processo de saponificação Água: é o veículo, ou seja, carrega as partículas responsáveis pela limpeza Hidróxido de potássio: Alcalinizante que possibilita a saponificação do óleo de coco Ácido etidrônico: Auxilia a não oxidação do óleo de coco Espessante: Responsável pela viscosidade do produto. O espessante é um polímero e, no caso usado aqui, é de origem natural derivado da celulose, enquanto em produtos convencionais são utilizados polímeros com cadeias químicas complexas e derivados do petróleo. Preservante: Garante que
Ué, mais um Lava Roupas positiv.a?

Entenda a diferença entre cada um dos produtos para lavar roupas da positiv.a Você deve estar se perguntando porquê a positiv.a lançou mais um Lava Roupas e como podem ser tão mais baratos, quando comparados ao Líquido de Laranja. A gente te explica! A fórmula dos novos Lava Roupas Líquido positiv.a, Capim Limão e Lavanda, é totalmente diferente do nosso, já tradicional, Lava Roupas Líquido de Laranja. Embora a fórmula seja muito diferente, nosso rigor com escolha dos ingredientes, a base vegetal, a hipoalergenicidade, biodegradabilidade, segurança e cuidado com o planeta são (e sempre serão!) os mesmos. Vamos aos comparativos! Lava Roupas Líquido Capim Limão e Lavanda Rendimento: 100mL/8kg de roupa Dispensa amaciante? Não! O que recomendamos? Caso sinta falta do amaciante, recomendamos o uso de Vinagre de Álcool. Fórmula: base de coco Perfumação: fragrância livre de petroquímicos, desenvolvida especialmente para a positiv.a, que permanece na roupa mesmo depois de seca Embalagem: Plástico 100% reciclado e reciclável, com rótulo sleeve PET e tampa de plástico virgem Custo X benefício: o desembolso é menor, porém, o custo por lavagem é um pouco acima, quando comparado aos demais. Lava Roupas Laranja Rendimento: 30mL/8kg de roupa Dispensa amaciante? Sim! Fórmula: base do terpeno da laranja, com enzimas multifuncionais Perfume: cheiro natural do terpeno da Laranja e fragrância de aloe vera, livre de petroquímicos, que permanecem suavemente na roupa depois de seca Embalagem: Plástico reciclado e reciclável, com rótulo serigrafado e tampa de plástico virgem Custo X benefício: o desembolso é maior, porém, o custo por lavagem é menor, quando comparado aos demais, dado ao seu alto rendimento. Lava Roupas em Pó Lavandin Rendimento: 10g/8kg de roupa Dispensa amaciante? Não! O que recomendamos? Caso sinta falta do amaciante, recomendamos o uso de Vinagre de Álcool. Fórmula: base do óleo de coco Perfume: óleo essencial de lavandin, que perfuma suavemente os tecidos, mas sem muita duração Embalagem: Papel reciclado e reciclável e tampa de metal reciclado e reciclável Custo X benefício: menor desembolso e menos custo por lavagem Feito o RAIO X comparativo das três opções, vamos aos perfis! Nos diga sua necessidade e mostramos qual a melhor opção pra você! Quero gastar menos! Lava Roupas em Pó Lavandin Veja também: O melhor sabão líquido para suas roupas! Quero gastar menos, mas não gosto de sabão em pó Lava Roupas Líquido Capim Limão ou Lavanda Quero menor custo por lavagem e não usar amaciante Lava Roupas Líquido Laranja Quero o Lava Roupas mais eficiente para remoção de manchas (no molho) Lava Roupas Líquido Capim Limão, Lavanda ou Laranja O Lava Roupas em pó Lavandin tira manchas quando deixado no molho, na água quente, esse processo é ainda mais eficaz! Gosto das roupas mais cheirosas Lava Roupas Líquido Capim Limão ou Lavanda Não quero ter que usar amaciante/vinagre. Lava Roupas Líquido Laranja Quero o Lava Roupas que renda mais. Lava Roupas Líquido Laranja Estou começando a usar produtos naturais agora, qual a melhor opção pra mim? Lava Roupas Líquido Capim Limão ou Lavanda Para lavar roupinha de bebês Lava Roupas em pó de Lavandin – mas todos podem ser usados. E ainda tem o Sabão de Coco em pó e em barra, que são ótimas opções também! Para lavar roupa íntima As três opções são perfeitas. E ainda tem o Sabão de Coco em pó e em barra, que são ótimas opções também! Quero o que tiver a embalagem mais fácil para reciclar. Lava Roupas Líquido Capim Limão ou Lavanda Quero o que for mais fácil de usar. Todos! Vai do seu gosto, se pó ou líquido. Quero o que faz mais espuma. Lava Roupas Líquido Capim Limão ou Lavanda Tem mais alguma pergunta? Manda pra gente que a gente te responde! 😉 Aqui explicamos o porquê da decisão de lançar mais esses produtos. Bora democratizar a limpeza ecológica!
Bora democratizar os produtos ecológicos?

Democratizar o acesso aos produtos de limpeza e autocuidado ecológicos sempre foi um objetivo para a positiv.a. E, como quase todos os objetivos, um verdadeiro desafio. No caminho da responsabilidade social, ecológica e política, de escolher os melhores ingredientes e matérias-primas para nossa saúde, os materiais com menor impacto no meio ambiente, esbarramos em inúmeras taxas e preços altos. Ser alternativa positiva aos gigantes do mercado convencional, que – além de usarem ingredientes nocivos a nós e ao meio ambiente, ficam ainda mais baratos devido à alta escala. Ou seja… a briga é desleal. Mas a gente não abaixa a cabeça e não cansa de buscar soluções para que cada vez mais pessoas tenham acesso a produtos de qualidade, produtos que geram impacto positivo em nosso dia a dia e no futuro do planeta! A escolha dos concentrados Os produtos concentrados e em embalagens grandes, já tradicionais na positiv.a, foram a solução que encontramos para que o nosso impacto seja mais expressivo. Afinal de contas, a gente não precisa transportar água, né? E, claro, quanto mais produtos comprarmos de uma vez, menos embalagens vamos descartar. Essa é, sim, a alternativa perfeita para o planeta. E mesmo a gente oferecendo parcelamento sem juros, para o bolso de muita gente sabemos que não funciona… Na crise em que se instaurou com guerra, Pandemia e as tomadas de decisões dos políticos que nos governam, vimos o preço de tudo subir exponencialmente. As contas não fecham. As pessoas precisam comer e os produtos de limpeza e autocuidado são secundários. No fim, vai o mais barato ou – ainda pior – corta da lista de necessidades. Diante desse triste e desolador cenário – que há de mudar! Em breve, temos esperança – paramos pra pensar e todo o impacto que queremos gerar ao vender produtos concentrados, em embalagens grandes não estava tendo o efeito esperado, pois não condiz com a realidade de muitos brasileiros. Temos um problema! Mas também temos a solução! A gente quer ver todo mundo, cada casinha desse Brasil usando produtos que sejam seguros, eficientes, cheirosos, fáceis de usar e que não prejudiquem a saúde de quem usa, de quem vive por perto e de todo o meio ambiente. Então, chegamos a conclusão de que era preciso DEMOCRATIZAR ESSE ACESSO. Os produtos concentrados e em galões, por mais que na ponta do lápis sejam super econômicos, quando comparados aos convencionais líderes do mercado, exigem um desembolso maior. E sabemos que não estamos em momento de grandes desembolsos, né? Bora fazer algo com isso? Fizemos! A nova linha de Lava Roupas e o novo Desodorante Líquido positiv.a chegaram para isso! Os Lava Roupas Capim Limão e Lavanda têm base de Coco e fórmula 94% natural. São muito semelhantes em uso aos convencionais e muuuito cheirosos! Nas versões 1L e 3L, seguem com todos os nossos, já tradicionais atributos: biodegradáveis, veganos, hipoalergênicos, de base vegetal e livre de petroquímicos! São seguros para todos os tipos de tecido, tem óleos essenciais e o cheirinho vai ficar nas roupas até depois de secas! E o preço? Igual ao dos líderes do mercado! 1 Litro por R$ 19,99 cada e 3 Litros R$ 49,99 cada. E como fizemos essa maravilha? São feitos na nossa nova fábrica, que adquirimos com o apoio de vocês que compram positiva. Pois é! Agora ficou mais fácil lavar as roupas com natureza! O Desodorante é a mesma história… tanto sufoco pra encontrar um bom produto, com performance duradoura, eficiente, prático e com o preço acessível! A gente desenhou o produto perfeito! São 6 óleos essenciais orgânicos (Melaleuca, Capim-limão, Cipreste, Alecrim, Limão Siciliano e Lavanda), misturados à Aloe Vera que garantem 24h de proteção contra o mau odor. É livre de alumínio, substâncias antitranspirantes ou que bloqueiam a liberação de água por nossos poros. O frasquinho dura em média 4 meses de uso diário. Tá fácil fazer a escolha certa agora! Trabalhamos diariamente pensando em soluções para facilitar o dia a dia do consumidor, sempre alinhados à economia circular, à produção e o consumo responsáveis, ao cuidado com o oceano, com nossas florestas e todas as formas de vida! Trazer essas soluções é nosso maior prazer! Que possamos, juntos, espalhar essas sementes! Esperamos que gostem!
Jornada positiv.a apresenta: Mylena Maeda, analista de performance

Sempre tive muito zelo pelas minhas coisas, sou do tipo que cuida bem das roupas, sapatos a eletrônicos. Acho que muitos desses hábitos vêm dos meus ancestrais. Sou descendente de japoneses e nissei (filha de pais que nasceram no Japão), e lá as pessoas têm o respeito como um valor muito forte que se reflete no trato com os recursos em geral. Eles costumam usar o termo “mottainai” para se referir ao desperdício e se posicionar contra ele em diversas situações. Furou a camiseta? Costura. Celular travou? Formata antes de decidir se precisa comprar outro. E todos esses hábitos fazem parte de mim desde criança. Lá pelos anos 2000, lembro que assistia aos comerciais da Sabesp que pediam pra gente economizar água, tomar banho mais curto, escovar os dentes com a torneira fechada e não lavar a calçada com mangueira. Não só seguia todas as recomendações à risca como ficava aflita quando me deparava com as pessoas fazendo o contrário ou pouco caso para o meio ambiente. A água e os recursos naturais precisam ser usados com consciência não apenas porque um dia podem nos faltar, mas porque merecem respeito por si mesmos. Tive a sorte de conhecer e começar a trabalhar na positiv.a há uns 3 anos atrás, e fiquei extremamente feliz em saber que existem empresas que materializaram as mesmas preocupações que as minhas oferecendo produtos ecológicos e principalmente, compartilhando informações. E quando paro pra pensar, acho que o meu despertar para o consumo consciente nesses últimos anos trabalhando aqui nem foi tanto um despertaaar assim, foi mais um lembrete dos valores que já estavam em mim mas que ficaram adormecidos com a faculdade, o trabalho e a vida depois de formada. Vocês não imaginam as gambiarras que costumo fazer quando esqueço de levar a ecobag no mercado (soco tudo na bolsa ou levo os produtos na mão para evitar o uso de sacola plástica), quantos potinhos de guardar comida acabei acumulando depois que aboli o plástico filme, o meu toc de ficar conferindo se está vazando água da torneira, dos meus banhos super rápidos mesmo eu tendo um cabelo tão volumoso e tantas outras manias peculiares que eu coleciono rs. Hoje, munida de mais informação, acho que me ‘profissionalizei’ muito mais nesses meus hábitos. Depois de entrar na positiv.a, passei a prestar atenção nos rótulos dos produtos que eu compro e a frequentar estações de reciclagem como o Ecoponto e o Boti Recicla. Sem contar as inúmeras ‘trocas positivas’ que já consegui botar em prática, como substituir a esponja pela bucha vegetal, optar por produtos biodegradáveis, fazer desapego de roupas com amigas, comprar ingredientes e temperos a granel, evitar ao máximo o plástico de uso único e o consumo de carne no dia a dia. Recentemente, descobri que já existem buffets que oferecem decoração com materiais reutilizáveis, empresas que alugam roupas casuais mensalmente (como alternativa ao fast-fashion), apps que se propõem a revender comidas próximas ao vencimento para não precisar jogar fora, e muitas iniciativas nesse sentido. Confesso que fiquei empolgada e um tanto esperançosa, mesmo sabendo que o caminho será longo para recuperar os prejuízos ambientais desses anos todos. E como manter a motivação sabendo que tem tanta coisa ainda pra ser feita? Acho que o jeito é continuar cercada de pessoas que também estão nesse processo. Posso dizer que na positiv.a tem pessoas com trajetórias das mais diversas, mas que sinto um carinho enorme pelos meus colegas, uma coisa de ‘mal te conheço mas que bom que nos encontramos aqui’, sabe? Fico contente pela oportunidade que estou tendo de ressignificar minha profissão fazendo parte disso tudo. Quer fazer parte e contar um pouco da sua jornada? Conte ela para nós aqui!
Racismo climático: quem paga nosso consumo?

Somos uma grande comunidade, e o processo de globalização deixou isso óbvio. Multinacionais, aviões, internet e redes sociais, estamos mais próximos do que nunca. E mesmo cansados de saber que a Terra é redonda, descobrimos que ela tem margens. Então quer dizer que se andarmos até a “beirada” podemos cair? Não exatamente. Vamos te explicar! Vivemos na era virtual, onde conceitos como “web 3.0” e “metaverso” estão sendo discutidos a todo vapor, ainda existem diversas pessoas que não possuem acesso ao mínimo para sobreviver. Segundo o recente relatório da ONU, 1,2 bilhão de pessoas vivem em situação de pobreza. A pobreza está presente em todos os lugares do planeta, mas existe um desequilíbrio nesses números. Há uma diferença geográfica, étnica e racial na distribuição das riquezas – e da falta dela também. E não precisa ir longe: uma breve volta na sua rua ou no seu bairro é suficiente para notar que a má distribuição de renda afeta as pessoas pretas mais severamente. “Imagina você acordar todos os dias tendo consciência que talvez não exista mais planeta e as pessoas que conhecemos, que a sua galera serão as primeiras a morrer. Quando a gente olha para as enchentes de Petrópolis, que resultou em 233 mortes, podemos ver que existe uma predominância na cor dessas pessoas e são as pessoas pretas”, desabafa Amanda Costa, militante climática, no podcast Planeta CIVI-CO. Ouça mais dessa conversa! Sim, mas e o clima? É um exercício de observação profunda, se for possível, use até uma lupa. O racismo é um problema estrutural e age em todas as camadas da sociedade. Além de impedir o acesso das pessoas aos bens materiais, ele também as privam de espaços e até da produção intelectual. Então podemos dizer que o racismo ambiental está atrelado a especificidades, como as que dizem respeito à origem geográfica, sociais e culturais dos indivíduos. Pois os impactos climáticos têm cor, gênero e lugar. E em nossa sociedade, motivada pelas relações de consumo, as periferias e as populações tradicionais são as que menos consomem e as mais afetadas pelas consequências das alterações climáticas, que não priorizam o bem-estar dessas populações vulnerabilizadas. É necessário saber de onde vem… Sim, o racismo climático é culpa sua! Nossa culpa! Em um mundo globalizado, a culpa também é globalizada. Não é só o dinheiro que paga o que você consome, mas o suor e até o sangue de muitas pessoas, na maioria pretas e vulnerabilizadas, são moedas de troca no modelo capitalista. Por isso é bom saber a procedência, a logística e os meios de produção dos produtos consumidos. Só assim será possível construir uma relação sustentável e mais responsável socioambientalmente. As métricas ESG têm sido adotadas como parâmetros de segurança, para determinar a procedência e transparência das empresas. É necessário priorizar os produtores primários e agrosustentáveis, como as cooperativas, associações, comunidades extrativistas, indígenas e quilombolas. Que muitas vezes são as vítimas do racismo climático. Conheça a série “De Onde Vem” da Positiv.a! E para onde vai Se preocupar com o descarte correto dos resíduos também impacta diretamente nas questões climáticas e nas populações vulnerabilizadas. Por isso o lixo é considerado um dos maiores problemas ambientais da nossa sociedade. A população e o consumo per capita crescem e, junto com eles, a quantidade de resíduos produzidos. Na maioria das vezes, o lixo não é descartado de maneira correta e pode resultar em diversos problemas: Alagamentos e inundações Aumento da poluição Aumento da produção de gases Desperdício de recursos públicos Obstrução de vias públicas Transtornos com saúde pública Um futuro Ainda de acordo com o relatório da ONU, o planeta vai esquentar 1,5ºC uma década antes do previsto. As temperaturas estão subindo mais rápido do que previsto e eventos e desastres climáticos extremos serão mais frequentes. Por isso é nosso dever fazer nossa parte e promover uma justiça climática para 56% da população brasileira que já está sofrendo diretamente com os efeitos do aquecimento global no seu cotidiano, e não são representadas nas políticas públicas sobre o tema e no processo de tomada de decisão. É necessário construir um futuro sustentável e inclusivo, ouvindo essas pessoas e trazendo suas vivências inviabilizadas para o centro da discussão, assim como fez a COP 26 ao dar protagonismo para indígenas e moradores de comunidades periféricas. Não existirá amanhã sem colaboração e diversidade. Junte-se a nós na luta antirracista em todas as esferas! *Texto escrito com muito carinho pelo time de comunicação CIVI-CO
Toda viagem começa e termina a pé!

Em outubro, o mês urbano, consagrado pela ONU-Habitat, lembramos que cerca de ⅔ das viagens cotidianas nas cidades brasileiras são feitas a pé – somadas as caminhadas vinculadas ao transporte coletivo (ANTP, 2017). A pé também é a forma mais sustentável, saudável e inclusiva de experienciar as ruas, impactando diretamente na qualidade de vida e bem-estar da população – de todas as classes sociais, territórios e idades. A pandemia escancarou a importância de ocupação dos espaços públicos e vivência das cidades a pé. Na perspectiva positiva, o andar a pé apresenta que é possível transformar nosso cotidiano, com escolhas mais sustentáveis e socialmente conscientes. Nossa jornada positiva, para hábitos mais ecológicos, nasceu de forma colaborativa. Fruto da parceria do Instituto Corrida Amiga e da Organização Cidade Ativa, o Projeto Como Anda teve início em 2016 com o objetivo de conhecer e fortalecer a pauta, o movimento e as organizações que atuam pela melhoria das condições para a mobilidade a pé, no Brasil. Em 2021, o projeto contou com a colaboração de mais duas iniciativas, o CalçadaSP e o Caraminhola. A caminhada, além de prazerosa, deve ser compreendida como uma reivindicação do uso da cidade e de evolução da autopercepção – enquanto indivíduos e também como sociedade. É também ferramenta para a cidadania ativa, ao passo que estimula o aumento da sensação de pertencimento à cidade ao contemplar mais os espaços públicos, que se tornam, além de espaços de passagem, espaços de permanência. Isso também induz e potencializa o processo de engajamento cívico, de cidadania ativa, em favor de cidades para as pessoas. A mobilidade a pé é peça fundamental na agenda das cidades sustentáveis. Para isso, é preciso identificar as oportunidades e desafios de se caminhar em cidades brasileiras e propor soluções. Em busca de uma visão integrada, pelo Como Anda, construímos uma base de informações sólida (disponível em www.comoanda.org.br), que apresenta o mapa das organizações que atuam no Brasil, a linha do tempo e os marcos regulatórios do movimento, e uma biblioteca com artigos e publicações sobre o tema. As descobertas e realizações desenvolvidas e obtidas pelo Projeto Como Anda fortalecem a atuação por cidades e espaços mais caminháveis, confortáveis, seguros, equitativos e agradáveis. Esperamos que os materiais e informações inspirem mais pessoas a atuarem pela (e defenderem a) causa! _______ Saiba mais sobre o projeto Como Anda: Ferramentas interativas, para explorar os resultados (http://comoanda.org.br/resultados/) da pesquisa e conhecer as organizações mapeadas, buscar legislações que tratam do tema no país e entender o histórico na linha do tempo da mobilidade a pé (http://comoanda.org.br/marcos-da-mobilidade/#event-marcos-da-mobilidade-a-pe) Publicação “Andar a pé eu vou: caminhos para a defesa da causa no Brasil”, ganhadora do prêmio Vozes da Mobilidade na categoria mobilidade consciente, organizado pelo Estadão. (link para a publicação http://comoanda.org.br/wp-content/uploads/2020/08/comoanda-publicacao_andar-a-pe-eu-vou.pdf) Lab.MaP – Laboratório de Ação Direta Pela Mobilidade a Pé, em 2021, mais de 1.200 pessoas foram beneficiadas diretamente pelas ações espalhadas por cidades no Brasil, iniciativa ganhadora do Prêmio Descarbonário o documento que compila a jornada, com 10 equipes, pode ser acessado aqui https://bit.ly/3RQUwpO série de podcasts – são 15 episódios no total, disponíveis no Spotify. https://open.spotify.com/show/1Npxxhg9qf9Z73A70ZvUS5 Instagramhttps://www.instagram.com/projetocomoanda Canal do YouTube https://www.youtube.com/channel/UCnIk7VqD-s3_XQb0bPBKHfg/videos
Jornada positiv.a apresenta: Lidi Faria, cliente desde 2021

Meus pais são do interior de Minas e São Paulo, e sempre tiveram alguns cuidados em casa – muito de forma instintiva, como seus familiares também faziam. Separavam as cascas de ovos para colocar nas plantas, assim como pó de café e outras cascas de alimentos. Faziam, sem saber, uma excelente compostagem. Em casa, temos a facilidade em ter coleta de recicláveis no condomínio. Separamos, cuidamos do nosso lixo. Em um mundo com tantas obrigações, essa é mais uma que precisa estar na lista de “atividades indispensáveis”, na rotina da casa e nos hábitos de quem mora nela. Buscamos, sempre que possível, reduzir, reciclar ou reutilizar. Compramos e vendemos itens seminovos, doamos o que podemos e recebemos itens que nossos amigos não vão utilizar. Circulamos muita coisa para que outras novas não precisem ser produzidas. Na cozinha, reutilizamos potes de vidro, e o lixo orgânico é separado para a composteira. Mesmo em um espaço pequeno, conseguimos manter essa prática e ficamos sempre encantados em ver como tudo vira composto orgânico, extremamente nutritivo para as plantas. E produzimos tanto biofertilizante que não damos conta de utilizar, e então doamos para vizinhos, amigos e familiares. Comecei este projeto em 2014, a partir de uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo. Em parceria com a Morada da Floresta, a 11ª cidade mais populosa do mundo recebeu um projeto maravilhoso, muito bem estruturado, e 2.000 domicílios foram beneficiados não somente com composteiras, mas com educação. Tivemos muitas aulas sobre como lidar com nossos resíduos orgânicos domésticos e a repensar nossa relação com a cidade. E sei que, depois disso, os participantes já influenciaram muitas pessoas também que, assim como eu, não tinham ideia de que era muito possível compostar em apartamentos de 50m². A compostagem doméstica é bem interessante porque te faz pensar também na sua própria alimentação. No dia em que você não tem resíduos para colocar ali, sabe que ou comeu fora ou que desembalou mais do que descascou. Tudo está conectado. E, aqui, é importante exercer nosso papel de cidadão no dia a dia e nas nossas escolhas, dando nosso voto e nosso suporte para quem pensa sobre a cidade como um todo e sobre uma relação melhor entre indivíduos e meio ambiente. Acredito que a grande mudança no mundo é uma grande combinação de pequenas atitudes – individuais e coletivas. E aqui, a cada dia, e sempre que podemos, buscamos introduzir práticas saudáveis em nosso lar – e isso passa também pela lista de compras. Sabemos que isso é um privilégio dentro de um país com tanta desigualdade, mas entendemos também que é uma forma de contribuir para um mundo que acreditamos ser possível, aquele onde vivemos em harmonia com a natureza. Um passinho de cada vez, vamos construindo nossa jornada! Quer fazer parte e contar um pouco da sua jornada? Conte ela para nós aqui!
Jornada positiv.a apresenta: Dani Cruz, coordenadora de atendimento da positiv.a

Mudanças e força de vontade. Eu tenho essas duas palavras me regendo a tempos e de forma latente. Sou uma Daniele cheia de conquistas. Venho de um lar de amor, de uma vida simples e de luta, filha e irmã de seres iluminados. Tudo que me rege é intenso. E minha formação não foge à essa regra. Tenho necessidade de saber… de crescer. Mesmo que meu entorno seja contraditório a isso ou a realidade, às vezes, me force a fincar os pés no chão… eu vou lá, abro asas e voo. Tenho necessidade de buscar exemplos e caminhos desconhecidos e neles vencer. E numa dessas buscas, achei algo apaixonante que foi a estética e a medicina chinesa. Desde que cruzei essas muralhas, abri minha mente para um desconhecido fascinante. Vi que saúde, beleza, paz interior, espiritualidade podem ser parceiros maravilhosos para uma vida melhor. Pra isso, tive que me empenhar muito na vida profissional, nos estudos. Não só pra conquistar meu espaço como mulher negra e fora dos padrões, mas pra provar todo dia que não estou pra brincadeira e que nas minhas veias corre um sangue vermelho e forte, pronto pra não ser doado de graça. Nessa trilha, cheguei até a positiv.a. Confesso que achei que seria mais um local de trabalho onde iria entrar e mostrar meu desempenho e conhecimento; contribuindo com minha experiência. Com o tempo, vi que seria uma oportunidade de aprender, melhorar como ser humano e de identificar fatores unos a minha formação paralela. Nessa minha realidade nunca tive a necessidade ou tempo de pensar em um mundo responsável e ecologicamente correto. Ou não identifiquei essas inserções discretas na minha vida. Mas vi quando tive que cuidar mais a fundo da minha saúde… quando passei por um processo de muita mudança em meu corpo. Vi também quando dei um passo grande que foi a compra do meu primeiro apartamento. Nesses grandes momentos, sinto que ganhei uma oportunidade de fazer trocas sustentáveis, inteligentes – que fazem bem a mim e ao planeta. Trocas essas que já estavam ao meu alcance de alguma forma. E, até parar pra pensar, não tinha ideia ou não tinha tido tempo e estímulo para discernir suas reais importâncias para a construção de um futuro possível. Depois de meses inserida no universo da positiv.a, já consigo incluir em meu dia a dia (casa – trabalho – consultório), mudanças significativas para o pontapé inicial da minha virada sustentável: separando ampolas de vidro usadas em um lixo à parte; colocando todo o papel utilizado sobre a maca em compartimentos recicláveis; separando os resíduos orgânicos e recicláveis. Tanto no Hub, quanto em casa. Por isso, fico feliz de estar sendo regada dia a dia por informações, conselhos e exemplos de crescimento pessoal, voltamos para uma vida mais sustentável em todos os âmbitos. Filtro aquilo que venha a me engrandecer como pessoa. Acredito que somos todos sementes plantadas em terrenos diferentes. Mas que absorvem do mesmo Sol. Para o momento, é isso. Trago verdades sobre mim… sou um ser com garra e imperfeita, mas que sempre está aberta ao novo.
Laguna: o primeiro time de futebol vegano do Brasil

Futebol com impacto socioambiental Eu escrevo hoje para apresentar o Clube Laguna, o time de futebol que eu fundei com meus dois sócios alguns meses atrás. Recém nascido em Pipa – RN, ‘filho da pandemia’, o Clube Laguna veio ao mundo depois de mais de um ano de gestação. Mas a semente foi plantada muitos anos antes, então vamos do começo. Meu irmão e sócio, Gustavo, nasceu praticamente dentro do campo com uma bola no pé. Futebol foi tão presente na vida dele, que é difícil desconectar um do outro. Era futebol de botão, pelada com os amigos, futebol no intervalo da escola e depois da aula, Football Manager no computador, videogame, bola de meia no corredor do apartamento, o hall de entrada fazendo de trave, e por aí vai… e não para. Ele criava times no papel também, inventava toda a escalação da equipe, desenhava o uniforme, criava o brasão. Era, e é, paixão verdadeira. E nos primórdios dos seus 20 anos, quando trancou a faculdade de Marketing pra jogar profissionalmente e descobriu que dali não sairia jogo, não desistiu do esporte – terminou a faculdade e virou treinador. Nos últimos doze anos ele treinou as categorias de base de diversos clubes tradicionais do Brasil (Guarani, Ponte Preta, Figueirense, Grêmio Novorizontino, Vila Nova), descobriu e treinou alguns grandes talentos (Gabriel Menino, Leo Simoni, Vini Zanocelo, entre outros), encarou mais uma faculdade (Educação Física), se certificou como treinador profissional pela CBF, estudou muito, aprendeu mais ainda, consolidou uma carreira. Mas o que realmente impactou o Gustavo foi um projeto que ele teve no começo dessa trajetória de treinador, na cidade de Paulínia. Foi naquela época que nosso outro sócio, o Rafael, entrou na história. Os dois montaram um projeto de futebol para jovens da periferia, muitos com uma situação de vida extremamente desestruturada, cercados por violência e crime. Durante a duração do projeto, cerca de 150 adolescentes passaram por lá, e não só a maioria teve uma expressiva ascensão social, cursou ensino superior, e alguns até seguiram na carreira profissional de jogador, mas absolutamente nenhum se desviou pro caminho fora da lei. O nome do projeto: Laguna. O que aconteceu em 2020 todo mundo sabe, ficamos em casa. E em casa, o Gustavo dispensado do Vila Nova, eu de volta de uma temporada nos Estados Unidos estudando sustentabilidade, tivemos tempo. A falta dele muitas vezes nos faz empurrar os sonhos para o futuro. Mas enquanto uma pandemia tirou quase tudo de todos nós, tempo foi o que tivemos de sobra pra resgatar do Laguna um pouco mais do que o nome. Foi aí que eu também entrei na história. Eu sou a Deia, entusiasta de quase todo e qualquer esporte, pesquisadora amadora de assuntos socioambientais, e com experiência suficiente em marketing e novos projetos pra ajudar os meus sócios a fazerem o Laguna acontecer. O futebol brasileiro hoje nos traz nostalgia. Sentimos falta daquele futebol de vanguarda, bonito de ver, cheio de dribles, que enche o estádio, que encanta a torcida. Futebol como entretenimento. Nasceu nosso slogan, “Clube Laguna, alegria de jogar futebol”. Assim nasceu um sonho Quando começamos a pensar no Clube Laguna, o intuito era criar um clube de futebol profissional que resolvesse as dores que identificamos no futebol brasileiro, que fosse competitivo no campo, mas que levasse alegria pro torcedor. Pro atleta poder ter liberdade de driblar, de jogar bonito, a gente acredita que o clube tem que oferecer um ambiente estável, criativo e confiante pra toda equipe, ter uma gestão profissional, sem política, com processos, com continuidade no trabalho de cada profissional. Queremos ser um lugar incrível pra se trabalhar. Mas tem mais, o futebol é uma ferramenta poderosíssima de transformação social. A gente viu isso naquele Laguna lá do começo, o projeto na periferia de Paulínia. E sabemos que o impacto pode ser muito maior no futebol profissional, com mais recursos. Tudo que acontece no futebol tem um impacto enorme, positivo ou negativo, porque tudo acontece em larga escala nesse esporte. A nossa preocupação desde o começo foi pensar em cada detalhe do clube, porque sabemos que o que plantarmos agora vai atingir grandes proporções no futuro. O nosso projeto – ambicioso, porém realista – é chegar na série do campeonato brasileiro em até dez anos. Nesse caminho vamos aumentar o número de funcionários, o número de seguidores, torcedores, pessoas que influenciaremos, empregos, produtos consumidos, resíduos gerados. Por isso, entendemos que cada detalhe tem que ser pensado com muita responsabilidade. Impacto positivo Como um jovem atleta passa a principal fase de desenvolvimento ético e moral da vida dele dentro de um clube, queremos ser o clube que vai oferecer as ferramentas pra que ele seja o melhor ser humano que ele possa ser. Que ele possa se desenvolver com confiança, que ele aprenda a ter respeito pelo próximo e pelo planeta em que ele vive, que ele saiba como cuidar do próximo e do planeta, e que ele tenha educação e valores morais pra suceder como pessoa e profissional, e esteja preparado para qualquer carreira que ele escolher, seja no futebol ou não. E se esse jovem for a próxima grande estrela do futebol mundial, um influenciador de milhões, que ele seja uma influência positiva e responsável. O futebol tem esse poder. Cada escolha que fazemos individualmente no nosso dia a dia aumenta um pouco menos ou um pouco mais o nosso impacto no meio ambiente. Estamos constantemente degradando o nosso planeta – aos poucos ou rápido demais. Então quando fazemos escolhas para um coletivo, uma empresa, um clube de futebol, temos nada menos que o dever de ser o mais responsáveis e conscientes que pudermos, e sempre que possível, ativos na mitigação do nosso impacto negativo. Em cada etapa da construção do Laguna buscamos empresas e parceiros que estejam alinhados com os nossos valores, que tenham as mesmas preocupações ambientais que nós, que oferecem produtos e serviços que atendam nossas demandas de forma responsável, que nos ajudem a levar as melhores