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blog da positiv.a

5 pilares de comunidades positivas

Time da positiv.a na comunidade civi-co

Pessoas, carros, consumismo, emissão de CO², resíduos… ao longo dos anos, os nossos modelos de desenvolvimento e de agrupamento social trouxeram diversos prejuízos para o planeta e para a humanidade. Porém, é preciso ressignificar isso – e o momento é agora!  Gerar impacto socioambiental para tornar cidades, comunidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, é o 11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organizações das Nações Unidas (ONU) e também é um dever nosso.  Repensar nossas comunidades buscando modelos de organizações sociais menos agressivas ao meio ambiente é o nosso desafio. Mas para enfrentá-los, nós devemos criar estratégias eficazes e que comecem do micro para o macro.    Como podemos fazer a mudança?  Além de iniciativas individuais, devemos adotar medidas coletivas para reduzir o impacto socioambiental negativo, prestando atenção à qualidade do ar, do solo, água e da gestão de resíduos e sempre atentos, principalmente, aos impactos sociais e estruturais.    Criação de redes de apoio É comum estabelecer relações entre pessoas e ambientes nos momentos de crise ou mudança. Essas relações podem criar oportunidades de desenvolvimento humano através da busca por suporte e afeto. É necessário unir forças com grupos que enfrentam as mesmas dificuldades e possuem o mesmo propósito e essas redes podem ser estabelecidas de diversas formas, como: prestações de serviços, relações econômicas sustentáveis, filantropia, cooperativismos, bioeconomia e voluntariado. Colaboração Mesmo em uma comunidade onde os integrantes têm propósitos alinhados, é difícil encontrar um consenso. Por isso, é fundamental criar estratégias para incentivar o engajamento, dentro desses grupos. Todos devem entender a própria importância e saber o porquê de fazerem parte desse grupo. Cada um deve assumir suas responsabilidades e fazer sua parte para não sobrecarregar os demais. Mesmo a luta sendo coletiva, os deveres são individuais. Responsabilidade ambiental Muitos resíduos são gerados diariamente nos espaços de convivência de grupos e pessoas. É necessário criar uma cultura de conscientização que reutilize utensílios e tenha sempre guardanapos e sacolas de pano, talheres, hashis e um pote de vidro ou copo de alumínio e dispense os descartáveis correspondentes a esses produtos. Evite as compras a granel: quanto mais você comprar de uma só vez, menos embalagens e resíduos serão produzidos. E lembre-se de levar seus próprios saquinhos, potinhos ou redinhas. Estimule também as compras de “segunda mão”, trocas e compartilhamentos. Economia Circular O velho capitalismo deu origem a uma sociedade de consumo extremo, criando necessidades e aumentando o desperdício. Devemos evitar compras desnecessárias, dando preferência para produtos naturais que sejam produzidos por comunidades que possuem responsabilidade socioambiental, a exemplo dos produtos de limpeza e autocuidado. Separe materiais descartáveis do lixo orgânico da sua comunidade. Faça a coleta seletiva ou procure uma cooperativa de catadores para encaminhar os produtos para reciclagem. Se possível, tenha uma composteira para o lixo orgânico! Responsabilidade social  A responsabilidade social é um conjunto de ações que uma pessoa ou empresa adota e traz algum benefício à sociedade. Pode ser através de proteção ao meio ambiente, educação da comunidade local, incentivo à prática esportiva ou mesmo pequenos gestos no dia a dia. Na prática, todas as ações que pensam em sanar e buscar soluções para questões estruturais da sociedade contemplam a responsabilidade social, como: ações afirmativas de inclusão para pessoas negras, mulheres e LGBTQIA+, além da necessidade de dar seguridade e autonomia aos mesmos.    Quem já está fazendo?  De forma diferentes, muitas iniciativas já fomentam soluções para questões socioambientais. Conheça comunidades que geram impacto positivo pelo Brasil:    G10 Favelas  O G10 Favelas é uma organização sem fins lucrativos atuando como um Bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas. Em três anos, o G10 saiu de 10 favelas e hoje está presente em todo o Brasil. A organização acontece por meio de coordenadores de estado e presidentes de ruas, sendo mais de 600 só em Paraisópolis (SP) e somando 4.100 em todo o país.   Engajamundo  É uma organização não governamental, sem fins lucrativos, criada por um grupo de jovens preocupados em engajar a juventude brasileira em negociações ambientais de forma efetiva e inclusiva. Como ferramenta, a Engajamundo utiliza de formação, mobilização e ações de ativismo dedicadas ao empoderamento para compreender, participar e incidir em processos de inovação.    Vale do Dendê  A Vale do Dendê é uma holding social destinada a fomentar ecossistemas de inovação e criatividade com foco na diversidade. Atuando especialmente no fomento ao ecossistema do Nordeste. Este trabalho começou em 2016 com agentes públicos, representantes do universo acadêmico e de organizações sociais, que se reuniram para ajudar na criação e validação de um modelo de negócio transformador, diverso e inclusivo.   CIVI-CO  Uma comunidade de empreendedores, organizações e ativistas cívico socioambientais que trabalham para gerar transformações positivas na sociedade e no espaço público. O CIVI-CO fomenta o empreendedorismo de impacto cívico socioambiental e promove conhecimento para engajar a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada nas causas alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Seja membro e conheça nossa comunidade!    *Texto escrito com muito carinho pelo time de comunicação CIVI-CO

Jornada positiv.a apresenta: Ginê Lopes, coordenador de pessoas e cultura positiv.a

jornada positiva do gine lopes

Minha jornada positiva é relativamente nova. O meu incômodo com questões ambientais existe desde o ensino médio, mas eu fazia muuuito pouco ou quase nada a respeito disso. Lembro que quando estava na faculdade, eu comecei a fazer a separação do lixo reciclável, mas ainda não fazia da melhor forma, não separava os materiais e também não lavava todas as embalagens antes do descarte. E tinha alguns agravantes nesse processo, eu fazia a minha parte, mas nem todos os meus colegas de república tinham o mesmo hábito. O dinheiro era muuuito curto, então eu não tinha condições de fazer escolhas mais saudáveis e muitas das vezes consumia industrializados cheios de plástico e sem valor nutricional algum.  Passaram muitos anos até que eu tivesse uma mudança mais drástica do que apenas separar o meu lixo e começar a lavar as embalagens. E também me atentar ao destino dos resíduos da porta da minha casa pra fora.  Leia também: Você sabia que tem plástico no seu prato de comida? Acredito que foi no começo da pandemia que eu comecei a consumir mais conteúdo sobre sustentabilidade e meio ambiente e, em meio a tudo isso, minha ficha caiu. Decidi que precisava buscar um trabalho que tivesse propósito verdadeiro para mim. Naquele momento, eu estava trabalhando com RH, mas em uma área que não gostava, e dentro de uma empresa do setor automotivo (eu nem dirijo). Ou seja, completamente desvinculado da pessoa que eu queria ser pra mim e pro mundo. O pacote de remuneração que eu tinha trabalhando em uma multinacional era ótimo, mas eu vivia triste e ansioso com o trabalho. Eu sentia que estava passando pelo mundo e não estava fazendo dele um lugar melhor, entendem? Foi aí que a positiv.a apareceu na minha vida. Logo na entrevista eu me apaixonei pela marca e pela possibilidade de transformar algumas angústias em algo realmente positivo pra mim e pro mundo.  Ao entrar na empresa, eu ganhei um banho de conhecimento sobre impacto socioambiental e minha vida mudou de vez. Continuei com a separação do lixo, mas mudei completamente o meu modo de vida em relação ao plástico, reduzindo drasticamente o consumo. Hoje em dia eu não compro nada descartável e olho a composição de cada produto.  Mudei muito a minha alimentação, ainda como carne, mas reduzi o consumo somente para frango e não todos os dias da semana. Vou na zona cerealista de São Paulo 1 vez a cada 2 meses e faço compras a granel de tudo que eu consigo substituir das embalagens tradicionais (e economizo muito nesse processo). Sem contar que, atualmente, todos os produtos da positiv.a fazem parte do meu dia dia – faço a feira com os saquinhos de rede de pesca, vou ao mercado com as sacolas retornáveis, escova de dente de bambu, sabonete vegetal, shampoo em barra e toda a linha de produtos de limpeza estão presentes na minha rotina de cuidado com a casa.  Nem tudo é fácil e as trocas positivas, por vezes, requerem um período de adaptação, nosso e das pessoas ao nosso redor.  Foi assim com a bucha vegetal e com o desodorante… eu ainda sentia falta do produto convencional, mas com o tempo a gente se acostuma e passa a amar!   Tenho certeza de que você encontrará o seu caminho nessa jornada!   Curtiu? Conheça também a jornada positiv.a da Camila Diasas.

Vote com base em evidências!

urna eletrônia

Seu voto do lado da ciência As eleições estão chegando aí e essas não serão eleições quaisquer. Estamos em um momento em que o planeta pede socorro e nossos porta-vozes, os políticos eleitos terão poder para tomar decisões que refletirão diretamente, como nunca antes, em nosso futuro. É mais do que o momento de parar para pensar, estudar, pesquisar, votar com consciência e baseado em evidências. Evidências essas científicas, matemáticas, históricas e sociais.   As mudanças climáticas são uma evidência  Por mais que tenham pessoas que neguem, o aquecimento global é uma realidade que nos assombra e é motivo para uma mobilizar a agenda pública em diversos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Precisamos de políticos na tomada de decisão que entendam a importância de abranger o tema e agir para frear seus efeitos causadores. Estamos diante de duas opções: votar pelo planeta Terra e, consequentemente, nossa existência, ou votar pelo aquecimento global.    Nosso cenário hoje Hoje na Câmara temos um total de 75% dos eleitos autodeclarados brancos; 20% pardos; 4% pretos; 2,9% da câmara dos deputados é composta por mulheres negras, pardas e indígenas; 1% indígena; 0,8% se declara LGBTQIAP+, na Câmara dos deputados e por aí vai… Não parece muito representativo visto que o Brasil é terreno indígena e de população majoritariamente negra. Onde está a representatividade? É pra quem está governando essa maioria? Com quais interesses? Hoje é possível encontrar uma gama repleta e representativa de candidatos, que se preocupam com a agenda climática e que constituem grupos, até então, sub-representados na política institucional. Esses grupos, tidos como minorias sociais, são – geralmente – os mais impactados pela crise climática e também os que menos impactam o planeta com seus causadores. O que podemos fazer para ‘adiar o fim do mundo’?  1) Consumo energético inteligente e repensado, de forma a conter a emissão de gases do efeito estufa 2) Frear toda e qualquer ação que esteja diretamente ligada a intensa queima de combustíveis fósseis 3) Apoiar políticas públicas de proteção de áreas verdes e territórios de povos originários – que servem como barreira para o desmatamento, além da criação de centros de conservação 4) Regenerar áreas degradadas 5) Agir em prol da limpeza e conservação do oceano 6) Troca direta com a sociedade   Tudo isso só será possível, se os nossos representantes nas grandes estruturas de poder tiverem embasamento científico para tomar as decisões. Juntos poderemos desenhar um futuro possível se, no próximo dia 2 de outubro (e em todas as eleições) escolhermos candidatas e candidatos que se preocupem com a agenda climática e ambiental. Vote em candidaturas que estejam comprometidas em trabalhar pelo clima, pela defesa da Amazônia, da biodiversidade brasileira e seus povos originários.  É questão de sobrevivência. Fonte: Agência Câmara de Notícias (2018), Instituto Polis (2020) Citação de Ailton Krenak Clima de Eleição

Jornada positiv.a apresenta: Camila Diasas, analista de CRM da positiv.a

O meu caminho para adotar hábitos mais ecológicos não foi nada rápido, vejo ele como uma jornada positiva, onde cada passo dado contou e muito para chegar no nível de consciência sobre os meus impactos no planeta. Se eu tivesse que demarcar um início dessa jornada, definiria como o ano de 2012, com a minha escolha de cursar Técnico em Meio Ambiente. Foi ali naquele ambiente de estudos que recebi a primeira grande carga de informações, tomando consciência sobre a dependência que nós, seres humanos, temos sobre os demais seres vivos. Nesse período, minhas primeiras mudanças de hábito estavam ligadas à consciência sobre os impactos do plástico no planeta e o quanto desse tipo de resíduo nós consumimos e descartamos diariamente no “lixo”. Logo, desenvolvi um novo hábito: separar o lixo. Nesse primeiro caminho encontrei dois grandes desafios: Educar o restante da minha família para fazer a separação correta comigo. Falta de acesso a pontos de coleta dos resíduos recicláveis. Esses dois pontos poderiam ter me desanimado, mas uma vez dentro do caminho do estilo de vida consciente, não há mais volta. Mesmo com essas dificuldades persistentes, continuei realizando a separação do lixo nos últimos 10 anos, me responsabilizando por organizar e limpar as embalagens quando as outras pessoas da família não o faziam, e levando o lixo reciclável ao ecoponto ou destinando materiais específicos aos carroceiros sempre que possível. Inclusive, me fiz um auto desafio entre 2018 e 2019: fotografei mensalmente durante 1 ano a quantidade de lixo que eu estava gerando. Esse desafio me fez ter uma noção imensa do que eu consumia e buscar alternativas. Dentre elas: compras a granel, fazer feira ao invés de supermercado, não utilizar sacos plásticos de hortifrúti, passando a usar saquinhos retornáveis e de tecido. Mudando hábitos de consumo e alimentares, revendo as marcas que comprava e cozinhando cada vez mais, a famosa “comida de verdade” em casa. Hoje, minha configuração familiar mudou e moro em outra região onde há coleta seletiva na porta de casa – um verdadeiro privilégio!  Com isso, a separação do lixo ganhou novos caminhos. Por exemplo, há mais de 2 anos não utilizo sacolas plásticas para descartar meu lixo orgânico (aquele da pia, com cascas e restos de comida) e os rejeitos (que não tem como ser reciclado, como o do banheiro). Armazeno o lixo orgânico em potes de sorvete fechados entre os intervalos do caminhão da coleta. E no lixo do banheiro, os papéis vão direto para a lixeira, sem sacolinha, ou com sacos de papel. No dia da coleta, eu reutilizo sacos de pão ou sacolas de papel, das entregas de delivery. O truque é colocar o lixo seco do banheiro primeiro e por cima o lixo úmido da cozinha, assim os papéis absorvem a umidade e não rasga. Pra fechar, eu uso uma fita adesiva de papel. Já o lixo reciclável é descartado uma vez por semana. Enquanto os demais itens que precisam de destinação específica (lâmpadas, pilhas e baterias, eletrônicos, tecidos etc.) são descartados em seus respectivos pontos de coleta.  Nesse caminho, com minha preocupação com meu lixo e a consciência de que o “jogar fora” era pura ilusão, que fui expandindo e abraçando os 5 R’s da sustentabilidade:         Reciclar         Reutilizar         Reduzir         Recusar         Repensar E foi no R de Repensar que passei a pesquisar sobre empresas que possuem iniciativas de reciclagem e embalagens que não sejam tão impactantes negativamente para o planeta, além de claro, que o produto que carregam também fossem ecológicos. Bom, adivinha qual empresa eu conheci em 2017 buscando por essas soluções? Sim, ela mesma, a positiv.a 🙂 Assim, a minha jornada positiva que começou lá atrás com a separação do lixo, tomou corpo e passou para: rever sempre os hábitos e marcas que consumo, alimentação que adoto, posicionamentos políticos, ativismo e militâncias de causas ambientais e sociais. Afinal, ser sustentável não é apenas sobre decisões individuais, essa mudança envolve o desenvolvimento de uma visão muito mais ampla, trocando a perspectiva de mundo egocentrista pela ecologista. Acredito que o caminho da sustentabilidade é contínuo e que podemos melhorar sempre. Por aqui, por exemplo, sei que ainda posso fazer melhor, como iniciar a compostagem do meu lixo orgânico. Mas, olhar essa jornada me faz refletir sobre os próximos passos possíveis sem desmerecer o que já fiz ontem e o que consigo fazer hoje para ter hábitos mais sustentáveis. Isso me faz acreditar que o segredo é se informar, e fazer da mudança que queremos ver no mundo uma realidade dentro da nossa rotina, sem se penitenciar quando não conseguir fazer da maneira ideal. Foque em dar um passo de cada vez, é assim que vamos juntos transformar o presente e criar uma perspectiva de futuro mais verde para todos.

Os povos indígenas e a importância de votar neles e por eles

menino indigena

Agosto é o mês internacional dos povos indígenas. Celebrado no dia 9, data criada pela ONU, busca dar destaque à importância de assegurar os direitos dos povos originários em todo o mundo.  O dia valida a garantia dos Direitos Humanos aos povos indígenas, reconhecendo e valorizando suas culturas, visões de mundo, línguas e costumes como aspectos identitários fundamentais. Vale ressaltar que o termo “povo indígena” significa “originário de determinado país, região ou localidade”, ou seja, refere-se às populações que viviam em seus territórios antes das invasões coloniais. Buscam conservar, desenvolver e transmitir seus territórios ancestrais e sua identidade étnica às próximas gerações.   Os povos indígenas marginalizados e dizimados  Os Indígenas, juntamente com os povos quilombolas, ribeirinhos e extrativistas são hoje (e sempre foram) os responsáveis por garantir a proteção das florestas. Isso significa que, consequentemente, eles também regulam o clima, produzem a chuva e asseguram a maior biodiversidade do planeta, fonte de novos alimentos e medicamentos.  A paralisação da demarcação dos territórios destas populações, o crescente avanço do desmatamento, o descaso com a vulnerabilidade desses povos frente à pandemia do coronavírus e o questionamento de seus direitos em Brasília se somam ao agravamento dos conflitos no campo. Nos últimos anos o número de invasões de madeireiros, grileiros e garimpeiros, o desmatamento e a destruição da floresta, rios, suas culturas e modos de vida cresceu vertiginosamente.  Fazer frente: a bancada do cocar Em abril deste ano de 2022, a maior mobilização indígena brasileira aconteceu em Brasília. Na ocasião, lideranças indígenas discutiram a organização e a representação política de seus povos nos espaços de poder institucionais. O movimento lançou mais de 30 candidaturas indígenas em diferentes estados do país para concorrer às eleições de outubro. Surge então o projeto da Bancada do Cocar, que busca combater a bancada ruralista no Congresso Nacional. Esse movimento nasce da necessidade de sobrevivência e com força, por causa do aumento de ataques aos direitos indígenas e ambientais. O resultado é uma maior participação indígena nas eleições, tanto de candidatas quanto de eleitores. Na hora de votar, lembre-se que nosso futuro é resguardado pelos povos indígenas. Os povos originários que nunca deixaram de se enxergar e nos enxergar como Natureza. Procure candidaturas indígenas. Frear o avanço do desmatamento, das queimadas, da mineração e do agronegócio é nosso dever. Dar uma nova cara aos nossos representantes e diversificar os palanques também e estão ao nosso alcance!    Referências: https://blog.atados.com.br/ Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI Foto de capa: tribo tupi guarani | shutterstock

Julho (sem plástico) acabou e agora?

plasticos empilhados

Você de alguma forma foi impactado pela campanha #julhosemplastico? E impactou positivamente o planeta aderindo a ela? A ideia principal da campanha que surgiu em 2011, na Austrália e já se expandiu para os quatro cantos do globo, era diminuir o uso de plástico no dia a dia durante o mês de julho. Hoje, o movimento já ganhou um cunho mais educativo e, claro, não se limita mais apenas ao mês de julho.  Entramos em agosto e agora? Podemos voltar a consumir e usar o plástico indiscriminadamente?  É claro que não, né?  Julho informa, pro restante do ano a prática se fortalecer A importância da redução do uso de plástico, o incentivo à utilização de materiais reutilizáveis e duráveis e a proposta das trocas positivas são temas abordados ao longo do mês de julho para informar a população das consequências drásticas decorrentes do mau uso do plástico. Fazemos o exercício de se atentar a cada item plástico que consumimos no dia a dia e percebemos que, sim, ele está em praticamente TUDO.  Um relatório da WWF mostra que, desde o ano 2000, mais de 75% de todo o plástico produzido no mundo já virou lixo – ou seja, está poluindo aterros, rios, mares – já que a taxa de reciclagem do plástico beira os 9% no mundo. No Brasil, esse número ainda cai para 3%. Isso traz consequências prejudiciais para a vida selvagem, para os sistemas naturais e para os seres humanos.  Nos responsabilizar pelo que consumimos e como descartamos, cobrar empresas para obrigatoriamente pensarem seus produtos de maneira mais circular, trabalhando em conjunto com organizações, catadores, cooperativas. Só com essa união de forças e experiências é que conseguiremos solucionar o problema mundial do plástico.    Quando a grande ficha cai…  Costumamos falar que tomar consciência das coisas é um caminho sem volta. A partir do momento em que você entende o impacto negativo e os prejuízos pro planeta que aquela pequena e, aparentemente, inofensiva haste flexível azul (aquele que usamos para, entre outras coisas, limpar a orelha) causa, você não vai consumi-la mais da mesma forma. E com esse sentimento que queremos propor de agosto em diante as TROCAS POSITIVAS.  Não estamos falando aqui para abolirmos de vez o plástico ou só comer orgânicos todos os dias. Esse seria, certamente, o plano perfeito. Mas não é dessa forma que agimos.  O mundo já nos cobra demais – casa, trabalho, família…! As escolhas mais ecológicas e positivas não precisam e não devem ser mais uma tarefa na rotina. Por aqui, queremos que sua jornada ecológica seja mais leve e gradual, mas que seja perene, ou seja, constante. Um pouquinho por vez, uma mudança aqui, outra ali, mas sempre refletindo sobre cada produto consumido, cada matéria-prima usada, cada embalagem, cada descarte. Tudo isso é fundamental! Na positiv.a, a gente pensa em tudo isso pra você e te entrega o melhor resultado! Pra deixar sua rotina mais prática e com uma pegada muito mais ecológica! Quer dicas para começar a jornada livre de plástico? Vem aqui com a gente!  Fontes: Solucionar a poluição plástica: Transparência e responsabilização, WWF, 2019

O que o Plástico de uso único tem a ver com mudança climática? Por Paulina Chamorro

O que o Plástico de uso único tem a ver com mudança climática

Plástico de uso único e mudança climática por Paulina Chamorro, Comunicadora e Educadora Ambiental | @pauli_chamorro  Fechando o Julho sem Plástico, um movimento global para alertar, conhecer, debater e lutar por um mundo com menos plástico, e infelizmente estamos encerrando com dados nada animadores. Atualmente, são colocadas no ambiente cerca de um caminhão por minuto de resíduos plásticos no oceano. São materiais que não foram reciclados e pior, nem pensaram em ser reciclados quando criados. Olha para tua volta. Quanto tem de plástico? Quanto disso é durável e quanto é de uso único? O Brasil tem uma conta absurda e um peso enorme nessa história. De acordo com a ONG Oceana, que fez o primeiro e mais completo levantamento sobre o uso do plástico no Brasil (antes a gente só tinha estimativas mais vagas), o país produz 500 bilhões de itens plásticos descartáveis por ano. A maior parte disso não será reciclada jamais, gerando montanhas de resíduos, que não vão se degradar, em aterros (no melhor dos mundos), e em lixões, uma realidade brasileira. Dali, para chegar em córregos, depois no mar, virar microplástico e se espalhar por todos os ambientes, é um pulo. E é um volume no Brasil que não dá conta de ser reciclado. Infelizmente esta é uma realidade em todo o mundo. Não se recicla cerca de 90% do plástico que é colocado no mercado. Ou seria ambiente? Outro fator importante nesta dinâmica ineficiente é que a maioria dos plásticos que temos acesso são embalagens e utensílios que ficam muito pouco tempo na mão ou em uso e depois são descartados. Acontece que boa parte do plástico usado, apesar de ter o símbolo de reciclagem, não pode ser reciclado. É feito com misturas de materiais, que simplesmente na hora de mandar para processamento não é aceito de volta. Há muitas, décadas, acompanho, falo e escrevo com atenção a questão do consumo, geração de resíduos e a crescente produção e oferta de plástico descartável, de uso único. E tenho visto e conversado com muitos representantes de cooperativas de catadores e catadoras, estes trabalhadores que são verdadeiros agentes ambientais e que têm a perfeita noção do tamanho da encrenca sobre resíduos nas cidades.  E o plástico, ainda mais depois da pandemia, só tem se acumulado e acumulado nas cooperativas. Com a pandemia, aumentou ainda mais o volume de descartáveis que são difíceis de serem reciclados, como o isopor ou as sacolinhas de delivery. No setor de delivery, a propósito, o consumo saltou 46% de 2019 a 2021. São 25 mil toneladas de plásticos de único uso. Ou 68 toneladas por dia e 2,8 toneladas por hora. Pois bem, era para te alarmar mesmo.  Este é o mundo real atolado em plástico. Se a reciclagem não funciona e estamos atolados em plásticos e a produção só aumenta, o que podemos fazer? E o que isso tem a ver com a mudança climática? Plástico, petróleo e mudanças climáticas Vamos lá. Na última Conferência dos Oceanos, em Lisboa, Portugal, terminada em 1 de julho de 2022, e que teve como um dos centros das discussões a poluição plástica como um fator de declínio de saúde dos mares, uma declaração de uma ministra de meio ambiente me pegou: o plástico é um derramamento de petróleo lento nos mares. E é isso mesmo. O plástico é feito de petróleo, sabia? Atualmente, 8% da extração de petróleo é para produzir plástico, sendo 4% usado como matéria-prima e a outra parte na energia para produzir (dados da UN Ocean Conference 2022, ONU). E o que ouvi em Lisboa é que vamos chegar nesse ritmo de produção, a 20% do uso de petróleo para a produção de plástico até 2050. Ou seja, vamos dobrar em pouco mais de 25 anos. A emissão de gases de efeito estufa devido à ação humana é a principal causa das mudanças climáticas e alteração profunda que estamos causando no Planeta.  Parece um universo distópico que ainda estejamos vendo projeções de aumento de produção de um material que não é reciclado, que não é reutilizado e que não tem fim. O plástico não desaparece mais. Ele fica no ambiente, e já está até no ar que respiramos e no sangue que corre em nossas veias. Ainda falando de mudança climática e o plástico, já temos zonas mortas no mar, criadas por camadas de plástico e microplástico, que não deixam que exista a evaporação e fornecimento de oxigênio, outra função primordial dos mares. Com isso, também o oceano perde sua capacidade de absorção de carbono e do calor do Planeta. Imaginou o tamanho do enrosco? A solução é uma mudança radical na forma de produção. Estancar. Quais são as soluções possíveis? O papel das empresas hoje é criar, inovar, gerar alternativas – que existem, e aos montes, a partir de fontes renováveis ou naturais, para que a sociedade possa ter alternativas de viver em um Planeta livre de plástico descartável. E o nosso? Seguir cobrando e fazendo as escolhas certas, quando possível. Não existe Planeta B e nem plano B. Continue lendo, se informando e disseminando hábitos mais conscientes. Seu engajamento é fundamental para uma mudança macro significativa. Sozinhas somos gota, juntas oceano. Para saber mais: “No Brasil produzimos 2,95 milhões de toneladas de plásticos de uso único, produtos e embalagens que não são concebidos, projetados ou colocados no mercado para perfazer múltiplas viagens ou rotações no seu ciclo de vida. Do volume total de produção de plástico de uso único, 87% corresponde à categoria de embalagens em geral e 13% à categoria de produtos descartáveis como pratos, talheres, copos, sacolas plásticas e canudos. Isso equivale a produzir cerca de 500 bilhões de itens descartáveis, como copos, talheres, sacolas plásticas, e embalagens em geral – tanto rígidas quanto flexíveis –, que representam a maior fatia do mercado de plásticos de uso único”. Diz o relatório “Um Oceano Livre de Plastico”. Paulina Chamorro é jornalista com mais de duas décadas de cobertura em temas ambientais. Fez do Oiapoque ao Chui em um

Você sabia que mais da metade das emissões de Carbono ocorreram nos últimos 30 anos? 

fumaça com a emissao de carbono

Cerca de 52,74% da emissão de CO2 em todo o mundo ocorreu a partir de 1990*. Dióxido de Carbono (CO2) é um dos principais gases causadores do efeito estufa. E, mesmo durante a Revolução Industrial (século XVIII), teve seu crescimento muito mais lento, quando comparado aos últimos anos. Estados Unidos, China, Rússia, Brasil e Indonésia são, nessa ordem, os cinco países que mais acumulam emissão de dióxido de carbono, atualmente. O plástico é leve, mas tem peso nessa história A produção de plásticos em si poderá gerar 53,5 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono até 2050. Se considerarmos a incineração dos resíduos plásticos, esse número sobe para quase 56 bilhões de toneladas. Aquele leve, que vira um peso pesado no que tange o impacto ambiental. Mas nem só de plástico vive a emissão de carbono… Cerca de 86% das emissões de dióxido de carbono do mundo vêm da queima de combustíveis fósseis para a produção de energia e materiais. Seguido da agricultura e do uso da terra. Ao contrário do resto do mundo, esse é o primeiro causador no Brasil. Por essas e outras, a importância de frear o desmatamento e pensar na produção agrícola com o viés da permacultura – de forma a restabelecer o padrão natural de produção e o reflorestamento. Recuperar nossas florestas pelo mundo é uma urgência e fator decisivo para o controle do aquecimento global. As metas talvez não sejam suficientes Mesmo que os países cumpram as promessas feitas na COP26, Conferência do Clima de Glasgow, em 2021, para frear o aquecimento global, o planeta deve aquecer 2,4°C até o fim do século. Isso está muito acima do patamar considerado seguro pelos cientistas. Falamos tanto na importância de reduzir as emissões de CO2 e pouco sobre o que pode acontecer, caso esse cenário não mude e se agrave. Ainda é muito incerto o tamanho do impacto do aquecimento global. Mas as mudanças causadas por ele podem resultar na escassez de água doce, na redução da capacidade global de produzir alimentos, no aumento de inundações, tempestades, em ondas de calor e seca. Dicas básicas para reduzir sua pegada de carbono no dia a dia Se você também não aguenta mais ver nosso futuro ser transformado em pó, calor e fumaça, saiba que é possível agir para transformar essa cruel realidade. Listamos algumas ideias abaixo: Se informe sobre as mudanças climáticas. É uma realidade, não negar sua existência e importância é fundamental; Vote em candidatos que têm o debate das mudanças climáticas na agenda; Cobre transparência das empresas sobre suas emissões e compromissos com a pegada de carbono; Consuma produtos locais e da época (sazonais); Reduza o consumo de carnes, especialmente, a bovina; Compre somente produtos necessários para o seu dia a dia e, de preferência, opções ecológicas; Priorize o transporte público ou alternativos, como a bicicleta; Recicle seus resíduos. Quer mais dicas? Vem cá que a gente tem! *Global Carbon Project. BBC Fontes: https://www.carbonbrief.org/ https://agenciabrasil.ebc.com.br/  

Você sabia que tem plástico no seu prato de comida?

plástico no prato

Uma pesquisa* encomendada pela WWF em 2019 concluiu que a população de países industrializados está ingerindo cerca de 5 gramas de fragmentos de matéria plástica a cada semana. Isso equivale, aproximadamente, ao peso de um cartão de crédito. Chegar a esse resultado foi um importante passo para entender e dimensionar quais são e o tamanho das consequências disso para nosso organismo, a médio e longo prazo. Pois ainda não se sabe, mas o problema promete ser maior do que imaginamos…  De onde vem esse plástico?  A maior parte das partículas plásticas consumidas pela população humana vem da água que ingerimos. Independentemente de qual for a fonte. Cerca de 83% da água de torneira do mundo inteiro está contaminada com microplásticos, segundo levantamento inédito da organização Orb Média. Os animais marinhos vêm na sequência,  principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Há muito plástico descartado e poluindo o oceano – e esse é absorvido e ingerido pelos animais marinhos – que, por sua vez, são consumidos por humanos. A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies.  Cerveja e sal estão juntos no topo da lista de insumos mais contaminados por essas partículas. As frutas e verduras não ficam atrás, já que em seu ciclo de vida, absorvem a água contaminada por plástico. Dessas, as mais contaminadas são as maçãs e as cenouras.  Aquele monte de plástico Todo ano, 270 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo. Mais de 40% é aquele chamado de ‘uso único’, ou seja, usado apenas uma vez – normalmente, por um curto período de tempo – e descartado. Apesar de sua breve vida útil, o plástico persiste no ambiente por séculos a fio, poluindo aterros, praias, rios e oceano.  Você vai gostar de ler: A cultura do descartável: como chegamos até aqui? Como fica a saúde humana ingerindo tanto microplástico?  O microplástico atua como captador de poluentes orgânicos persistentes, cujas principais características são semivolatilidade, persistência, bioacumulação e toxicidade – ou seja, altamente nocivos. Estão diretamente ligados a disfunções hormonais, imunológicas, neurológicas e reprodutivas. Eles agem se fixando na gordura do corpo, no sangue e nos fluidos corporais dos seres vivos.  O plástico está poluindo o ar que respiramos, a água que bebemos e a comida que comemos.  Não se sabe ainda dimensionar o impacto dessa ingestão ampla e contínua na saúde humana, mas até onde se sabe, não é possível eliminar essas micropartículas do corpo. A alternativa, então, é diminuir cada vez mais o consumo e o descarte de plástico. Dos processos de produção, ao uso rotineiro, pensar em alternativas que sejam mais duradouras, menos descartáveis e de mais fácil e rentável reciclagem. Que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e designam uma cadeia circular completa. Nesse #julhosemplástico, fica o alerta e o convite para reduzir o uso de plástico do dia a dia, procurar destinar os resíduos da forma correta e fazer #trocaspositivas, pensando na sua saúde, no bem do meio ambiente e no futuro da humanidade.  *No Plastic in Nature: Assessing Plastic Ingestion from Nature to People Outras fontes:  https://cetesb.sp.gov.br/centroregional/a-convencao/poluentes-organicos-persistentes-pops/ https://www.sciencedirect.com/journal/environmental-research https://awsassets.panda.org/downloads/plastic_ingestion_press_singles.pdf https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0013935120305703?via%3Dihub  

O país do descarte: Brasil é o quarto maior produtor de lixo do mundo

Uma pilha de lixos

Eis o panorama atual: se continuarmos no mesmo ritmo, em 2030 o Brasil baterá o recorde de 100 milhões de toneladas de lixo por ano. O número é assustador, concorda? Mas infelizmente é a realidade, já que em 2018 o Brasil produziu uma média de 79 milhões de toneladas de lixo. O panorama do descarte no Brasil Ao olharmos os números, a realidade do descarte do plástico no Brasil não é muito fácil de encarar. Das 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos por ano, 13,5% são de polímeros, de acordo com a SELURB (Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana). Isso nos leva diretamente ao posto de quarto maior produtor de lixo no mundo, com 11,3 milhões de toneladas de plástico por ano – o que torna um quadro de reversão cada vez mais difícil. “O lixo é uma narrativa sobre pequenos hábitos cotidianos de uma sociedade, é reflexo do que somos e do que temos” – e como chegamos até aqui? Brasil e a produção de lixo de plástico: uma história perigosa A primeira fábrica de poliestireno (material bastante comum na produção de copos plásticos e espuma) no mundo foi fundada em 1949, em São Paulo: a Bakol S.A. A chegada da indústria de plásticos era sinônimo de modernidade e esta possibilitava, também, a redução dos custos de produção, principalmente de bens manufaturados de consumo doméstico e pessoal, como sapatos e embalagens. Desde então, diversos setores do mercado incorporaram o material plástico: desde a chegada das garrafinhas PET até às fraldas descartáveis, lançadas pela Johnson & Johnson. A cultura dos descartáveis é, então, concretizada de fato na década de 1990, com o aumento das importações brasileiras de produtos de bens de consumo oriundos de um país que viria a ser um dos maiores importadores anos depois: a China. Com a aceleração da entrada dos fornecedores chineses, a produção de plástico chegou a R$ 53,83 bilhões em 2011, de acordo com dados da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico). A grande questão aqui, no entanto, é que essa enorme quantidade de plástico produzida não é devidamente tratada e é essa a fórmula que leva o Brasil a ocupar o topo mundial quando o assunto é lixo de plástico. Você vai gostar: Vizinhos em Comunidade pelo LIXO ZERO Caminhos possíveis? Em 2010, foi criada a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), a fim de reduzir o impacto de resíduos sólidos no meio ambiente. A partir disso, foram criadas uma série de metas para gerenciamento ambiental a serem cumpridas em todo o país. Em algumas cidades, já existem, inclusive, políticas próprias: a cidade do Rio de Janeiro baniu, desde 2018, os canudinhos. Em cidades como Arraial do Cabo é proibido utilizar materiais de plástico na orla das praias. Além disso, em março de 2019 o Ministério do Meio Ambiente lançou o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM). Ainda sob o governo de Jair Bolsonaro, foi assinada a emenda da Convenção de Basileia (no contexto da COP-14) sobre o controle transfronteiriço de resíduos plásticos. Ressaltamos, ainda, que falar sobre o problema do plástico é reconhecer a necessidade de fortalecer e ampliar o debate sobre o acesso à água, ao saneamento básico, à coleta seletiva em todos os pontos da cidade – questões essenciais para a sobrevivência humana. Por fim, vale lembrar que o problema do plástico é um problema da sociedade como um todo. Por isso, sempre que puder, se envolva nas questões, busque as entidades que propõem o diálogo sobre essas questões e cobre as autoridades. Nosso consumo é um manifesto!