Você já ouviu falar nos chamados “químicos eternos”? Apesar do nome um pouco assustador, entender o que está por trás dele é mais simples do que parece.
PFAS é a sigla usada para as substâncias per e polifluoroalquiladas, um grande grupo de compostos químicos produzidos pelo ser humano e utilizados há décadas em diferentes processos industriais e produtos de consumo.
Eles ficaram conhecidos por características que podem ser úteis para a indústria, principalmente em aplicações que buscam resistência à água, gordura e outras condições. Mas é justamente essa resistência que levanta uma questão importante: muitos PFAS demoram muito para se degradar.
Por que são chamados de “químicos eternos”?
O apelido vem da alta persistência dessas substâncias, os PFAS se degradam muito lentamente e podem permanecer no meio ambiente por longos períodos.
Isso não significa que sejam literalmente eternos. A expressão é uma maneira simples de explicar por que sua presença no ambiente chama tanta atenção de pesquisadores e autoridades.
Como seu uso se tornou bastante amplo, a exposição pode acontecer por diferentes caminhos, como água, alimentos, produtos de consumo e alguns ambientes de trabalho.
Onde os PFAS podem estar?
Os PFAS são usados principalmente para dar aos produtos características como resistência à água, gordura e manchas. Por isso, eles podem aparecer em itens que fazem parte do nosso dia a dia.
Alguns exemplos são certos: revestimentos antiaderentes de panelas, roupas e tecidos impermeáveis ou resistentes a manchas, algumas embalagens de alimentos, cosméticos e determinados produtos de uso doméstico.
Mas atenção: isso não significa que toda panela antiaderente, roupa impermeável ou produto dessas categorias tenha PFAS. Existem milhares de substâncias desse grupo e seu uso varia de acordo com o material e a fabricação de cada produto.

Por que os PFAS preocupam?
O problema dos PFAS está justamente na sua resistência. Muitos deles demoram bastante para se degradar e podem permanecer no ambiente por longos períodos, chegando à água, aos alimentos e, consequentemente, às pessoas.
Mas ainda há muito para entender. Existem milhares de PFAS e nem todos foram estudados da mesma forma ou apresentam os mesmos possíveis riscos. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou alguns deles como prioridade para estudos mais aprofundados sobre seus possíveis efeitos à saúde.
Ou seja, não é preciso entrar em pânico, mas é um assunto que merece atenção. A ciência continua investigando como diferentes PFAS podem afetar nossa saúde e quais níveis de exposição devem ser considerados seguros.
E o que isso tem a ver com o rótulo?
Muito! Quando um nome complicado começa a aparecer nas conversas sobre saúde e meio ambiente, é fácil transformar o assunto em uma lista de substâncias para ter medo.
Mas a proposta do Por trás do rótulo é justamente outra: entender o que são esses ingredientes e substâncias, por que são utilizados e o que as evidências científicas realmente dizem sobre eles.
No caso dos PFAS, ainda existe muito a ser estudado. Mas sua alta persistência no ambiente já é uma razão importante para acompanhar o assunto e buscar cada vez mais transparência sobre os materiais e ingredientes presentes nos produtos que fazem parte da nossa rotina.
Transparência também é uma forma de cuidado
Aqui na positiv.a, acreditamos que você deve saber o que está levando para dentro de casa.
Por isso, seguimos falando de ingredientes, matérias-primas e escolhas de formulação de um jeito simples e acessível, inclusive quando o assunto parece complicado à primeira vista.
Esse é mais um capítulo do nosso Por trás do rótulo. Porque entender aquilo que consumimos também é uma forma de fazer escolhas mais conscientes para a nossa casa e para o planeta.
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Fontes
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Key ingested per- and poly-fluoroalkyl substances (PFAS) and their health effects: landscape review. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Assessing the occurrence and human health risk of per- and polyfluoroalkyl substances. 2026.
